quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Lâmina (A Lucila Nogueira)

arde em brasa
teu nome
e aguarda, fera,
onde a língua se encerra

do teu olho
(lâmina)
num suspiro
toda carne lacera

flamejante
tua letra, pletora,
pulsa
serpente

e nos rubros
os rios
de fêmea
concreta
teu voraz
aceno
a presa espera

pai
mãe
filha
de ti mesma:
despedaças o
anjo terrível
em chamas
que te espreita

Wellington Melo

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